quarta-feira, 27 de maio de 2015

Maio.

Maio de dois mil e quinze
Quatro janelas, um sol e alguns graus
Eu não me decido
Nunca

Não sei ser só flor ou só espinho
Sou os dois
Não sei ser só café ou cigarro
Eu sou o vício impregnado
Que nada sem fim em uma alma desamparada

Eu não me contento com uma dor
Quero quatro ou seis
Quero ser diferente mas não quero sua opinião
Me olhe e cale a boca
E me entenda
Só me entenda

Já fui borboleta
E lagarta
Hoje ando nua por aí
Procurando algo que se encaixe
No meu gosto sem forma

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