terça-feira, 19 de junho de 2018

2018 e eu ainda não aprendi

Não aprendi a deixar o vento soprar
A não atropelar o tempo
A não calcular minha dor
A não pedir pra ficar

Eu não aprendi que não vale a pena
Se castigar por sentir
Amar por dois
Esperar da lua o que só o sol pode dar

É 2018 e eu ainda me sufoco nos meus sentimentos
Me diminuo pra caber
É que eu não sei ser só onda
Quando eu quero ser um mar inteiro







meados de junho

Hoje a noite está fria,
E a cama vazia sem você aqui
Eu apago as luzes, as velas, a esperança
E olho pra fora da janela só pelo feixe de luz que ainda me resta

Ultimamente tudo anda amargando na minha boca
O vinho, o café, o cigarro, tuas fotos, o teu cheiro
Minha dor ecoa em todos os lugares
Teu suor deu lugar às minhas lágrimas nos lençóis

Tu foi meu verão mais quente
Meu inverno mais gelado
Tu foi as quatro estações em uma temporada só
E me sobrou só tempestade