quarta-feira, 22 de julho de 2015
Eu quero.
Estive pensando um pouco e resolvi falar de mim. As vezes me vejo decidida, mas logo caio em um transtorno de personalidade. Eu não sei se vivo o que quero ou o que cobro. Mas hoje eu vim falar de mim. Eu não quero saber de filmes, jogos e música preferida. Eu quero falar sobre viagens, aventuras e trabalho. Eu quero sair pra jantar em um lugar fino ou um boteco qualquer, mas quero que você se manifeste primeiro. Cinema, só se for domingo de noite. Sábado a gente tem que curtir. Eu quero alguém responsável que nem eu, que se perca no relógio chato do escritório, mas que deixe todo o peso ao sair pela porta. Eu quero dormir a hora que eu quiser e não vou insistir caso você queira ir também. Eu quero alguém atarefado que nem eu. Eu quero companhia pra encher a cara e ler Bukowski no fim de semana. Eu quero você bêbado comigo. Eu quero fumar cinco cigarros por dia e ir comprar mais porque você acabou com o resto. Eu quero isso e muito mais, mas lentamente. Como o tempo da borboleta. Ninguém ama de um dia pro outro e isso me assusta. Eu quero fases e lentas transformações. Eu quero curtir a loucura, a paixão e o amor. Nada rápido demais que não dê tempo de digerir. Tudo que é exagerado enjoa e cansa se for fora do seu momento. Acima de tudo, eu quero que seja diferente.
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