Escrito em 18/04
Eu já entendi
Mas ser rejeitada dói lá no fundinho do peito
Que ninguém vê, mas eu sinto
Às vezes acordo de madrugada
Lembro de você
Checo o celular
Mesmo sabendo que não vai ter mais nenhum rastro seu
Hoje apaguei a foto da nossa última noite
Bebendo cerveja juntos na sala da sua casa
Assistindo à duas séries e rindo sozinhos
Me apeguei um pouco, confesso
Não entendi nada quando você resolveu ir
Mas nada pude fazer além de aceitar
Me deu vontade de escrever isso aqui
Pra ver se desentala o nó da garganta
Se desfaz a ansiedade do peito
Talvez eu chore hoje
Um pouco mais tarde
Que aí eu encerro de vez esse ciclo
Ainda que eu saiba que nunca tive interesse real em começar
Que é só meu ego querendo botar o dedo na tua cara
E te falar tudo o que eu não tenho coragem
Porque eu sei que vai passar
Mas tinhas que ver a minha felicidade na última quinta-feira
Ainda que na madrugada eu tenha sentido que algo estranho estava por vir
Fui trabalhar contente no outro dia
Contei para minha mãe um pouco sobre você
Te perguntei se tinhas almoçado
Disse apenas que sim
De noite, te desejei boa viagem
Você só respondeu obrigado
No sábado não nos falamos
No domingo teu monólogo seguiu

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