segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Mistérios de 2015.

Espero que não seja tão cara de pau da minha parte voltar ao blog depois de tanto tempo. Tenho algumas considerações a fazer antes do ano acabar. É tipo uma retrospectiva das minhas cagadas e dos meus acertos.

Nesse ano a vida me despejou decepções, mas me deu em troca a minha liberdade. Se eu fizer uma lista de quantas pessoas me decepcionaram nesse ano (e continuam), eu vou gastar todo o cigarro e café do mundo pra escrever.

Tanta gente filha da puta passou pela minha vida, magoou meus sentimentos, fez promessas vazias e me decepcionou, que olha, já têm o diploma de sacanear os outros.

Tirando a filhadaputagem alheia, eu viajei muito. Foi o ano em que eu mais coloquei minha liberdade em prática. Foi doce. Cada passeio, cada gente nova, cada sorriso novo e cada risada foram doces. Eu vou guardar esse ano dentro da minha caixa da lição.

Esse ano foi o ano que eu fui do fundo do poço até a realidade. Eu fui tão submissa que inclusive apaguei alguns posts especiais do meu blog, com medo de uma pessoa (que não valeu 1 foda) ler. Eu fui tão submissa que deixei que as pessoas tomassem conta de mim. Elas tomaram enquanto quiseram, e meu vazio continuou.

Mas eu amadureci. Eu não me permito mais ser o que as pessoas querem que eu seja. Eu me permito ser o que eu quero ser. Eu ainda sofro por não entender ainda a cabeça das pessoas, mas a minha maior certeza é que eu amadureci.

A vida me prende e me solta tanto pra eu ver que ser solta é mais gostoso que ficar presa, ainda mais por aquilo que não vale a pena. Tudo o que é feito pela gente mesmo, é mais gostoso, mais produtivo, com cheiro de amor próprio.

Esse ano eu aprendi a cortar as raízes e sair andando por aí. Sem cobranças, sem medos, sem correntes e sem pressa. Aprendi que ninguém além de mim vai me proporcionar o que eu quero. O amor que eu mereço é muito mais que alguém pode me dar. Só eu sei o que eu quero e mais ninguém.

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Sobre o fim do ano, tenho apenas 58 reais para gastar, mas ganhei um livro. Ganhei um livro de um cara que eu saí uma vez, ele pagou meu chopp (bem gostoso por sinal), a gente nem se beijou e ele me mandou um livro. Eu não sei se choro ou se dou risada. Uma pessoa que só tomou um chopp comigo uma vez me deu um presente, enquanto outras pessoas que não mereciam um terço de mim, mas tiveram, nunca me deram nem uma flor arrancada de um jardim. Aí você vê que pessoas, cabeças, jeitos, corações, humores e personalidades são diferentes. Cada pessoa é única.

Obrigada vida, pelas rasteiras em troca da minha valorização à liberdade. Obrigada pelas viagens. Obrigada carinha, pelo livro. Obrigada 2015, pelo amadurecimento.

Obrigada.

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